
Foi no decorrer da 20ª meia maratona de Lisboa que o turista espacial Mário Ferreira e os seus convidados no qual eu tenho o prazer de me incluir, levaram a cabo mais uma missão possível. O dia começou bem cedo pelas 3.30 horas já o despertador me avisava que estava na hora de preparar como é evidente pouco dormi nesta noite o que não faz esmorecer um atleta que tem uma missão a cumprir.A chegada ao ponto de partida foi ás 4.10h, com verificação da lista de presenças e entrega de dorsais levamos mais uns 25 minutos a arrancar em direcção a Lisboa. Na camioneta o tratamento foi o melhor com a tomada de pequeno almoço e a tentativa de fechar os olhos um pouco lá chegamos a Lisboa onde depois de algum tempo parados junto ao parque Eduardo VII mesmo em frente ao hotel Ritz, lá fomos com escolta policial para o tabuleiro da ponte 25 de Abril local de partida da prova. Era ainda bem cedo faltava cerca de uma hora e meia para o inicio, mas como sempre nestes casos havia musica e alguns amigos para conversar o que faz com que o tempo passe sem nenhum tipo de ansiedade. Na partida foi a debandada geral não percebi como no espaço de alguns metros o grupo se partiu e não havia qualquer possibilidade de recolar tal era o numero de atletas quer à frente quer atrás,tentei juntar o grupo perdido mas em cima da ponte não dava era tentar desfrutar o momento e esperar pela alongar do plutão para tentar recolar ao grupo. No fim da ponte aproveitando algum alongar fiz um km a 4 minutos e juntei-me ao pessoal da missão que tinha sido forçado a iniciar a prova num andamento muito mais rápido que aquilo que estava previsto, mas agora faltavam alguns companheiros do clube e vai de voltar para trás para tentar juntar o máximo de elementos possível, encontrei o Quim já bastante atrasado e fui abrindo caminho até o juntar aos outros elementos da missão, ufa finalmente com a minha rapaziada toda no grupo vou poder desfrutar, cantar, brincar. Pelos dez km a alegria era contagiante no seio do grupo mas com o calor este começava a perder elementos primeiro o Quim com o agravamento de uma lesão logo de seguida o Zé com uma constipação estava em dificuldades o Mendes evaporou-se o João também estava em algum sofrimento e haviam ainda muitos mais elementos atrasados mas agora mais do que nunca esta missão fazia sentido estava-mos lado a lado com a grande mol humana que eram os caminhantes milhares e milhares aplaudindo em resposta aos nossos cânticos e ai o Paulo Mendes o poeta e cantor dava o mote sacava da cábula e vai disto ao que o coro nessa altura de cerca de 60 atletas ia respondendo com determinação. Agora estamos perto do final já vemos ao fundo a viragem para a meta situada no largo em frente aos Jerónimos estávamos prestes a concluir mais uma missão o fôlego da maioria já não era muito mas lá saíram os cânticos finais perante o aplauso geral das milhares de pessoas na meta. Missão cumprida
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